"Crónicas do Monte Zeus", o quinto registo de estúdio de Benjamim, é composto por oito canções originais que marcam o regresso assumido à palavra de um dos mais singulares e surpreendentes escritores de canções da música portuguesa contemporânea. Depois do percurso distinto de As Berlengas, Benjamim retorna a um território mais depurado, onde a escrita, a melodia e a clareza da composição ocupam o centro. Os singles de antecipação, "Recursos Humanos" e "Os Dias do Nada", deram desde logo a medida deste novo ciclo, que se revela num conjunto de canções onde a actualidade, o amor e o trabalho se entrelaçam em histórias de transformação, desgaste, resistência e sobrevivência.
— É Benjamim de de guitarra na mão, próximo como nunca, entregue ao ofício da canção escorreita, directa, melodias e versos a encararem-nos de frente num vogar lento e delicado (...).
— Primorosamente clássico na entrega ao formato canção.
— Com lírica hábil no registo diarístico e na metáfora em que linguagem política é aplicada à verdade de uma relação a dois, "Crónicas do Monte Zeus" é, também, um álbum de encontro e partilha.
Mário Lopes, Ípsilon ( ⭑⭑⭑⭑)
— "Crónicas do Monte Zeus" soa a outra coisa: um álbum humano sobre o que nos faz humanos. Não é coisa pouca.
Gonçalo Correia, Sábado
— Benjamim revela nestas suas crónicas que é ele quem comanda, quem lidera a música portuguesa dos nossos dias, com um distinto e sábio engenho sonoro (...).
— (...) o álbum ilumina-se ao transformar o mundano em poesia, através de temas centrais como o amor, o dia-a-dia e o que fazemos com eles.
Carlos Lopes, Altamont
Benjamim é um escritor de canções, multi-instrumentista e produtor nascido em Lisboa em 1986. Em nome próprio editou "Auto Rádio" (Pataca Discos, 2015), "1986" (Pataca Discos, 2017) — gravado em colaboração com o britânico Barnaby Keen — e "Vias de Extinção" (Sony Music, 2020), álbum que venceu o Prémio Autores 2021 de álbum do ano, na categoria de música popular. Em 2024 editou "As Berlengas", um álbum duplo de 20 faixas compostas, escritas, gravadas e produzidas pelo próprio — um projecto multidisciplinar que se desdobra num disco, num filme e num bailado. Assinou ao longo de mais de uma década a produção de álbuns de artistas como B Fachada, Márcia, Joana Espadinha, Cassete Pirata, Flak, Rita Cortezão, Lena d'Água (em regime de co-produção), Tape Junk, Pista, João Só ou João Pedro Pais, entre outros.