VARIANTE BOLA

Depois do vírus da Covid 19, depois das variantes, depois de vários confinamentos, das vacinas, dos reforços das vacinas, das regras da D.G.S., das pregadeiras da Dra. Graça Feitas, daquele senhor vestido de preto que nos deu um curso intensivo de língua gestual, das máscaras cirúrgicas, às flores, tigradas, às pintas, aos quadrados, às cornucópias, das zaragatoas até ao cérebro, das festas ilegais, das festas legais mas ilegais, dos transporte cheios e dos teatros vazios, meio vazios ou meio cheios, dos aparelhos das lojas chinesas para medir a temperatura, dos testes rápidos e dos certificados, achámos que poderíamos finalmente voltar ao normal (seja lá o que isso for).

Mas eis que surge mais uma variante. Ainda que já em estudo por cientistas de todo o mundo e dois de Marte, não tem para já uma explicação válida e não se vislumbra sequer uma vacina, apesar de pedidos diários do nosso Vice-Almirante.

Há uma única pessoa infectada no mundo (em Portugal, claro). A única coisa que os cientistas pensam saber (mas sem certezas) é que a infecção por esta variante pode ter sido transmitida por um caracol marroquino servido numa tasca muito conceituada.

A pessoa infectada é um indivíduo do sexo feminino, de uma faixa etária que vai lá vai e com comorbilidades associadas. Até novas informações, os sintomas da infecção são umas ligeiríssimas dores de cabeça do lado esquerdo, sendo o sintoma mais preocupante (muito preocupante mesmo) a irreprimível vontade de dizer verdades por mais inconvenientes e politicamente incorrectas que sejam.

Se o nível de transmissibilidade for tão alto como se imagina, trata-se de um PERIGO MUNDIAL sem precedentes.

O VÍRUS DA VERDADE.
“VARIANTE BOLA”

APRESENTAÇÕES

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12 OUT - 15 DEZ
Teatro Villaret, Lisboa / 21h00
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